Startup portuguesa de mobilidade Avenidas quer faturar 10 M€ em 2024 - Entrevista CEO Manuel Reis

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Empresa conta com mais de 70 veículos (entre carros e motociclos) e quase 200 motoristas e estafetas

startup portuguesa de mobilidade e serviços de entrega Avenidas quer aumentar a faturação dos 1,3 milhões de euros de 2021 para quatro milhões este ano e 10 milhões em 2024, escalando o negócio para além de Lisboa.

"O nosso foco para os próximos anos será a consolidação dos nossos processos operacionais, externos e internos, através da digitalização da empresa, para escalar ainda mais o negócio e chegar a todos os cantos do país", afirmou o presidente executivo (CEO) da Avenidas, Manuel Reis, em entrevista à agência Lusa.

Atualmente a atuar em quatro setores de atividade - gestão logística de frotas de grandes empresas ('fleet manager'), turismo (como operadora de 'tours' privadas), transporte de pessoas e entregas 'last mile' -, a empresa destaca conseguir assim "mitigar riscos, como a sazonalidade do negócio".

"Com a fórmula da Avenidas encontrámos um equilíbrio entre o transporte de coisas e de pessoas. Aliás, nas diversas vagas da pandemia, sempre que a sociedade fechou, conseguimos com a nossa fórmula não perder faturação e manter um crescimento robusto e sustentável", salientou o CEO.

Fundada em 2016 por Manuel Reis e Bento Louro, a Avenidas começou com apenas um carro dedicado ao serviço Uber. Atualmente conta com mais de 70 veículos (entre carros e motociclos) e quase 200 motoristas e estafetas.

"Sempre fomos uma empresa que queria fazer um bocadinho de tudo. Uma espécie de Glovo, mas mais customizada, e também com transporte de passageiros e turismo", explicou à Lusa Manuel Reis.

Após ter faturado 1,3 milhões de euros em 2021, triplicando as vendas face ao ano anterior, as previsões apontam para um volume de negócio de quatro milhões de euros este ano e de 10 milhões em 2024, num crescimento sobretudo impulsionado pelo segmento do turismo, que está a recuperar após a crise pandémica e onde as margens de operação são mais altas.

"Os sucessivos confinamentos tiveram um forte impacto, especialmente nas áreas de viagens de passageiros e turismo, fator que obrigou a Avenidas a adaptar-se, aproveitando a oportunidade de negócio que surgiu no setor das entregas", recorda o CEO.

Assim, atualmente grande parte da faturação da Avenidas provém da área de 'fleet manager' (onde tem como grande cliente a Stuart), mas os planos são para que o turismo e o transporte de passageiros passem a representar uma percentagem crescente do volume de negócios.

Com capital 100% nacional e atualmente liderada por Manuel Reis, Bento Louro e Bernardo Ribeiro da Cunha, a Avenidas captou, já este ano, um investimento de 110 mil euros por parte da Khola, uma sociedade investidora institucional liderada por Gonçalo Sequeira Braga, que foi concretizado através de uma operação de reestruturação societária e aumento de capital e que fixou o 'entreprise value' da empresa em 2,7 milhões de euros (valor que inclui o montante da dívida financeira líquida da Avenidas).

"A pandemia veio acentuar uma tendência que já estava em crescimento, o serviço de transporte personalizado e a entrega direta de bens aos consumidores. Nos últimos meses, temos acompanhado o desenvolvimento e evolução deste mercado, pelo que, quando surgiu o desafio por parte da Avenidas, entendemos ser uma oportunidade interessante para não só diversificar o portfólio de investimentos, como também entrar num mercado em claro crescimento", refere o investidor Gonçalo Sequeira Braga.

"As negociações e a confiança nos atuais sócios da Avenidas foram elementos fundamentais para acreditar no projeto e avançar com uma posição na empresa, que vemos com muito potencial para ser um 'player' de destaque no mercado português de transporte de pessoas e bens no 'last mile'", acrescenta.

De acordo com o CEO Manuel Reis, este investimento financeiro tem como principal finalidade "o aumento da capacidade operacional da empresa, a transformação digital, serviços de 'marketing' e a eletrificação da frota", sendo o objetivo ter 80% da frota eletrificada até final do ano e aumentar a frota automóvel das atuais 30 para 50 viaturas (das quais 40 em Lisboa e 10 no Porto).

"Vamos começar novamente a colocar viaturas no Porto (como já tínhamos começado em 2019, mas depois demos um passo atrás na pandemia), e depois, eventualmente, queremos olhar para outras cidades, como Coimbra ou Braga, para o ano", revelou.

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